sábado, 18 de dezembro de 2010

Me despindo e me despedindo.



Chegou à difícil hora de dizer tchau. Sabia que esse momento iria acontecer porem, não imaginava que seria tão cedo. Como já disse várias vezes – esse blog criou vida própria e o mesmo decidiu que já era a sua hora de parar.
Deixei-o de lado e fui fazer minhas descobertas interiores. Descobri-me tanto e de uma maneira tão profunda, que continuar com esse post seria não evoluir, não criar asas, ficar presa sempre aos mesmos dilemas. Nessas linhas vivi coisas intensas, me apaixonei platonicamente, viajei nas poesias e nas musicas. Fui santa e devassa sem o menor pudor. Expus as verdades e também as doces mentiras.
Pra quem acha que o Com o pensamento se vai longe começou a pouco mais dois anos, está enganado. Esse blog nasceu junto com o meu livro, exatamente há dez anos, porem, graças aos contratempos da vida, os dois foram lançados juntinhos, um acompanhando o crescimento do outro. O livro poucos conhecem, mas o blog rompeu fronteiras e barreiras.
Amo escrever. Na verdade, tenho verdadeira compulsão pelas palavras. Se eu não fosse essa pseudo escritora, não seria mais nada na vida, e, por conta disso, que mesmo encerrando esse capítulo, as minhas palavras estarão presentes em outras aventuras, em novos c aminhos.
Já sei ao certo o que e onde vou escrever, contudo preciso me despir dessa fantasia de adolescente, enxergar as rispidez do mundo e seguir em frente. Fácil não será. Será necessário.
A todos aqueles que embarcaram comigo nesses dois anos e meio, meu muito obrigada. Agradeço de coração a paciência com as minhas palavras, com os meus desejos, com as minhas idéias de querer mudar o mundo ou amar loucamente. Cada leitor foi também um colaborador, fazendo comentários, criticando, elogiando ou simplesmente lendo.
A gente ainda se encontra por aí, em qualquer esquina, em qualquer botequim, em qual gafieira.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Homenagem a um professor.


Essa história começou em 1995 quando eu tinha somente 8 anos. Sempre fui uma criança hiperativa, não muito chegada nos estudos, mas viciada em brincadeiras. Desde cedo admirava a jogadora Hortência e sonhava um dia em ser como ela. Levando em consideração esses fatores e o fato de ser alta para minha idade, entrei na escolinha de basquete, e foi lá que conheci o professor que me motivou a escrever tal texto.
Seu nome era Marcelo e não sei, mas imagino que deveria ter por volta dos seus 20 anos. Alto, magro e com cabelos cacheados, o que me chamava à atenção, era o fato de conseguir ter controle sobre uma turma enorme de crianças. Sua paciência e disciplina despertou na galerinha uma paixão sem limites por garrafões, coletivos e vinte e um (não sei como ainda me lembro desses nomes).
Não sei ao certo por quanto tempo dei meus arremessos, porem, de uma hora pra outra, larguei as quadras para aprender a nadar, deixando de lado meu desejo em ser famosa (ok, hoje não daria mesmo) e claro, meu querido e fofo professor.
Dei minhas braçadas, joguei futebol um tempo, entrei varias vezes na academia até descobrir que detestava esportes, e, nesse longo tempo, sempre me perguntava por onde andaria aquele professor, até que num belo dia, sentada em um bar com umas amigas, vi o dono da escolinha de basquete e perguntei para ele sobre o Marcelo. Ele disse-me que o mesmo tinha largado o esporte e partido para a musica. Fiquei contente, foi bom ter informações dele.
Carnaval desse ano. Resolvo ir até o Café da Rua 8 curtir um sambinha. Em meio à alegria, cerveja e muita batucada, vejo de longe alguém que tinha certeza que conhecia. Na mesma hora pensei- putz é ele, mas do nada veio a duvida e me perguntei: e se não for ele ou pior e se for e o mesmo não me reconhecer? Como sou muito cara de pau, cheguei junto e perguntei se chamava Marcelo. Ele disse que sim, e aí falei que tinha sido sua aluna há muitos anos, mas acho que não se lembrava de mim. Ele me olhou e falou meu nome (uia fiquei com medo, afinal santa eu não era). Conversamos amenidades e me deu seu e-mail. Prometi que escreveria, mas deixei pra lá.
Meses depois, numa noite regada a Coca-cola, quem encontro? Resposta retórica né? Levantei e fui cumprimentá-lo. Estava com um amigo e me apresentou como sua ex aluninha (a aluninha cresceu e virou mulher ok?). Não sei se por sorte ou azar, sentou-se numa mesa atrás da minha e bem frente pra mim. Nossa não resisti e fiquei encarando-o a noite toda. Percebi até que ele ficou sem graça com minhas olhadas, mas e eu lá tenho culpa se ele está um gato?
O legal então foi poder te tido a chance de rever um dos grandes professores que tive na infância. Um cara bacana e legal, que sempre se preocupou com a nossa formação. Um dos muitos professores que passaram pela minha vida e deixaram saudades e que certamente ficaram guardados eternamente num lugarzinho muito especial.
Feliz Dia do Professor, Marcelo.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Um Ano Depois...



Olho no espelho
Estou diferente
Quem era eu naquele avião
E quem sou eu nessa confusão?
Será que chorei?
Será que errei?
Será que amei?
Concurso eu passei
Passei a virada
Com amigos bebendo
E dentro de mim
O mal ia morrendo
Voltei a me cuidar
O espelho reflete
Uma linda mulher
Que hoje ainda ERRA
Mas sabe o que quer.

Perdi uma amiga
Reencontrei uma irmã
Mantive os pés no chão
Foi necessário ser sã
Conheci outros traços
Recebi vários abraços
Rapidamente me apaixonei
Amores não tive
Mas um reencontrei
Continuo estudando
Agora faço inglês
Voltei a comer como louca
Mais uma vez.

Mudei o cabelo
Afinei o caminhar
E quando me deito
Já consigo sonhar
Porem me arrepio
Ao lembrar do abandono
De ter procurado um dono
Do outro lado do mapa
A capa de boa moça voltei a vestir
E fiz uma promessa
De não mais me iludir.

Peguei outro vôo
Cheguei ao Rio
Fui tomar banho de mar
Pois não puder me banhar no rio
Participei de campanha
Tive alegria tamanhas
Estou voltando a dançar
Balada? Quem sabe estarei lá
Será que ainda choro?
Será que ainda grito?
O que tá engasgado agora eu vomito
Vomito a dor, que sinto em escrever
Que tenho que relembrar
Que há um ano fui jogada pro ar
Que por mais que eu tente
Não consigo ficar só
O trauma passou
A raiva passou
Passou a vergonha
E a desilusão
Só não passou o trauma que tenho
Da pior solidão.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O blog hoje assume sua voz de protesto.



Começo esse texto, contrariando todas as questões de concurso, com a seguinte pergunta: O Brasil que temos é o Brasil que queremos?
Não, não me responda agora, pode pensar com carinho, eu deixo ainda mais quem não mora em Brasília. Minha resposta é curta e certa, principalmente depois, baseada no caos político que o meu distrito vive as vésperas da maior festa da democracia.
Quem acompanha o noticiário ou as rodas de boteco, deve saber da controvérsia em cima da Lei da Ficha Limpa, principalmente no que deve ou não ser feito e se a mesma deve ser ou não aplicada nesse pleito. Eu, como estudante de concurso e depois da leitura de alguns incisos da Constituição, dou a minha humilde opinião no que tange a construção dessa Lei. Pra mim, o erro não está ou não em aplicá-la, mas sim em não terem observado seu prazo de vigência e acabar nessa palhaçada que certamente beneficiara mais uma vez os políticos profissionais.
Se eu fosse deixar aflorar meu lado esquerdista, confesso que a situação estaria muito pior, afinal, a minha bandeira vai alem do que 11 Ministros podem ou não julgar. A minha bandeira é contra a sujeira sem fim no Bicameral ismo Federal e a favor daqueles que desejam mostrar serviço ético e probo pelo menos uma vez. Se 11 têm o poder de decidir por mim, eu, ao certo teria o poder de decidir por milhões, mas infelizmente, na atual conjuntura, desejo abandonar o barco. Triste para quem há cinco anos dedica parte da sua jornada na melhora de uma nação. Excelente para aqueles que transformam um palanque no jardim da sua casa e a urna eletrônica no seu vídeo game.
Pode parecer fraqueza, mas chega num ponto que não dá para remar só contra uma maré cheia. Antes eu me preocupava com o Brasil que iria deixar para os meus filhos, porem, nesse exato momento, minha preocupação é mostrar a eles que apesar de existir gente desonesta, um dia a honestidade reinará e o principal, incentivá-los a lutar pelo que acreditam incentivo esse que me faltou, mas que soube transpor e ir até o fim, ou quase.
Pra quem está desacreditado como eu, sugiro então que no dia 3 de outubro, saia, pegue um sol, bata um papo com os amigos, almoce com a família num bom restaurante e ser der tempo, dê uma chegada rápida até a sua sessão eleitoral e aperte confirma. Ou se não, arrume uma viagem e justifique seu voto. Eu recebi uma proposta maravilhosa de ir passar o fim de semana no interior. Talvez minha forma de protesto seja essa.
Hipocrisia da minha parte, uma jovem que vem das lutas de classe ter esse pensamento né? Pode até ser, mas enquanto a Lei da Ficha limpa não é aplicada, vou limpar a minha consciência de tomar uma decisão errada e aí, no próximo pleito, de acordo com o art. 16 da Constituição, eu volte a ter a mesma visão que tinha antes de adentrar obrigatoriamente na (in)justiça brasileira.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Inicie a rotina amando.



Resolvi começar a semana flutuando pelos ares e pra mim nada melhor do que amar. Pode ser um amor curto, breve, sem compromisso, mas que seja simplesmente Amor. Então é isso......

Mensagem De Amor

Os livros na estante já não tem mais tanta importância
Do muito que eu li, do pouco que eu sei
Nada me resta
A não ser a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei
Nem que seja só para estar ao seu lado
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de amor
A noite eu me deito,
Então escuto a mensagem no ar
Tambores rufando
Eu já não tenho nada pra te dar
A não ser a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei
Nem que seja só para estar ao seu lado
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de amor
No céu estrelado eu me perco
Com os pés na terra
Vagando entre os astros
Nada me move nem me faz parar
A não ser a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei
Nem que seja só para estar ao seu lado
Só pra ler no seu rosto
Uma mensagem de amor

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O dia em que me senti uma tia.



Sábado, depois de um dia intenso de trabalho e de uma semana que demorou a passar, fui a uma festinha de aniversario da filha de uma conhecida. Sabe como é essas festas regadas a musica alta, garotada se divertindo, uma pista de dança enorme, luzes coloridas e tudo o que a juventude gosta.

Chegando lá fui diretamente à mesa de guloseimas, escolher dentre todas, a mais açucarada para poder aguçar meu paladar ávido por qualquer coisa que fugisse da minha alimentação controlada. Em seguida, juntei-me aos meus amigos, todos na casa dos 30 anos e nos pusemos a conversar amenidades enquanto a pista de dança começava a encher. Confesso: meus olhos estavam na conversa, mas meus ouvidos, na musica e aí, como eu adoro musica.

Lá pelas tantas um desses amigos teve a feliz idéia de ir para a pista mexer o esqueleto e eu, como não sou boba nem nada fui atrás, e atrás de mim o restante. Estávamos crentes da nossa performance quando de repente olhamos em volta e vimos os olhares espantados da aniversariante e de seus amigos, todos na faixa etária dos 13 aos 15 anos e me dei conta do papelão ao qual estávamos nos submetendo. A gente simplesmente estava pagando o maior mico na frente da garotada, mico esse que muitos, na concepção dos meus 13 anos pagaram também, só porque queriam ser jovens e se divertir, nem que fosse dançando até o chão.

Dos meus amigos eu sou a mais nova então, esse conceito de ser velho ou novo, fica muito relativizado porem, eu sei que se não escutar as mesmas musicas não usar o mesmo vocábulo, não tiver o mesmo corte de cabelo, não vestir as mesmas roupas, sou considerada velha, antiquada e porque não, ridícula mesmo tendo só 10 anos a mais que a maioria deles.

Mas bem, depois que a mãe da aniversariante dançou funk até o chão e entrou na onda da rodinha, minhas crises existenciais quanto a ser uma tia podem ser amenizada, afinal, ainda tenho muitas festas a curtir, muitas baladas sensacionais, mas claro, voltadas para maiores de 25 anos.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

2 anos de blog.



O blog nesse mês está fazendo dois anos e com algumas mudanças e novidades, a começar claro, pelo designer, pois assim como adoro mudar a cor do meu cabelo, o meu corte e as minhas roupas, também gosto de fazer isso com o blog, que na sua plenitude, não posso chamar só de meu.

Seria egoísmo da minha parte fazer isso, afinal, se não fosse muitas pessoas, vários desses textos não teriam sido escritos e aí, esse diário virtual, não teria a mesma cara, o mesmo jeitinho único e autentico.

Ao longo desses dois anos, divaguei sobre amores, dores, viagem, loucuras, desejos insanos, busca por uma liberdade, alto conhecimento e reflexões. Chorei muito, ofereci musicas para mim mesma e lógico, também dei gostosas e tenras gargalhadas. Homenageei muita gente, assim como me despedi de algumas através dessas linhas. Lamentei a ausência e comemorei vários retornos, como também coloquei rostinhos de pessoas queridas a mostra, para quem entrar possa conhecer um pouco mais do que e de quem me cerca.

Antes não me preocupava com a opinião dos outros a respeito do blog e sendo franca de verdade, isso, numa escala de zero a dez tem valor três para mim, porem, meus textos caíram nos olhos do povo e então me veio o desejo de ter um pouquinho de cuidado com as minhas palavras, mas só um pouquinho, pois senão eu perco a minha identidade, fazendo mais um Diário como tantos outros que existem por aí.

Cada vez que me pego postando, deixo a mostra muito mais da minha alma e da minha essência e sim, vou admirando meu crescimento como pessoa. Se eu for voltar ao primeiro texto aqui escrito, vou enxergar uma Luciana diferente da que está agora, na frente do computador. A mesma, mas em momentos diferentes.

Então é isso........ Que venha mais um aniversario pra gente continuar se encontrando aqui, trocando experiências, momentos, duvidas fofocas, dicas de viagem e tudo o mais o que o pensamento permitir.


‘’Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende não vê
Se não me vê não entende

Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Se a minha mente virasse sol
Mas só chove, chove
Chove, chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove.

Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove, chove
Chove, chove
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove, chove
Chove, chove.’’

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A vida vai ensinando....



Parei de acreditar em certas coisas. Quando se é pequeno, a gente acredita em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e Bicho Papão. Aí entramos na adolescência e passamos a acreditar que casaremos com o nosso primeiro amor e que sexo está ligado a emoção. Crescemos um pouquinho mais e ficamos temerosos com a prova de vestibular. Por fim, chegamos à fase adulta e não importa seé no inicio ou mesmo no meio porem, na fase onde moram todas as soluções, também mora os problemas. Nessa época da vida é que deixamos de acreditar em amores impossíveis ou platônicos e começamos a ver que a praticidade é a mãe de todas as coisas e não a paixão.

Ah quem diga que meu coração está gélido. Discordo plenamente, porem, ao longo de sucessivas derrotas no quesito amoroso da coisa, dei por mim que só se deve abrir o coração quando realmente tem certeza da reciprocidade. Caso contrario, é tempo perdido e estratégia furada. Passei por isso e sei bem o que estou escrevendo.

Chega uma hora critica, a da decisão. Explico com calma: você está saindo com aquele partido, mas de uma hora pra outra ele some. Aí você vai lá e liga. Ou ele te trata como amiga ou com todo carinho do mundo. Caso seja a primeira opção diga a ele que amigos você tem demais. Se for a segunda, muito bom, até completar um mês saindo juntos. Passou disso e ele não te assumiu? Caia fora, afinal, na pior das hipóteses, é melhor ficar só do que com um empata fila.

Particularmente, eu detesto os dois tipos anteriormente citados. Como sou franca e direta gosto dos que vão direto ao ponto, mas com uma observação, sem papinhos tolos, tais como: ´´ O problema é comigo. ´´ ou ´´ Você é muito pra mim. ´´ Menos viu? Se for pra dar um fim que diga: Olha, adoro a sua companhia, mas percebi que entre nos não rolou a química esperada. Simples, curto e objetivo. Será que é tão difícil? Pra eles, com certeza é. Mas a boa noticia é que existem homens assim e um deles tenho certeza que vai ler esse texto.

A arte de ficar mais velha não é só passar maquiagem para disfarçar as imperfeições na cútis. É se olhar no espelho e ver o que cada ruguinha, cada pé de galinha, cada olheira marcada representam na sua trajetória de vida. É tentar recordar quando foi a ultima vez que sua escova foi detonada- seja por um bom puxão de cabelo, ou seja, por uma ida ao motel. É saber se as unhas fracas, a cara baixa e o olhar sem brilho têm ou não motivo justificável e não só deprê por causa de algum miserável. É fazer enfim, um reconhecimento. Quando paro na frente do meu, sei exatamente o que cada coisa fora do lugar representa. Algumas marcas de espinhas foram deixadas após ter marcado um encontro e não poder ir feia. As olheiras acentuaram-se com as noites em claro chorando por mais uma vez ter sido enganada e por aí vamos.

Cada mulher sabe a maravilha de ser o que é independente de ter ou não companhia para passar o próximo domingo, só que, além disso, é saber que amores não são pra sempre, como as amizades também não. É enxergar a sua forma ou maneira de demonstrar ao mais novo pretendente o quanto o mesmo é especial pra você. A minha maneira é desdenhando – eu falo que é feio, que não estou nem aí, que já tive melhores, mas a história muda de figura quando o abraço, beijo e sinto o corpo dele sobre o meu. É não ter vergonha, de amar, chorar, sumir, gritar, se apaixonar, gozar e viver a louca vida. Agora claro, sabendo ter bom senso para poder discernir quando o cavalheiro de hoje na verdade é mais um babaca enrolador de amanha.

Ai como eu queria que frio na barriga fosse mero medo de montanha russa, que saudade representasse meus pais indo viajar, que paixão fosse pelo meu bichinho de pelúcia e que amor fosse pelos meus amigos....... Doce sonho.

domingo, 13 de junho de 2010

Dia de Santo Antônio.




Hoje é dia de Santo Antonio. Para os céticos nada demais, para os que já têm um amor, uma data especial porem para aqueles que querem encontrar alguém ou fazer com que a mais nova vítima se decida é uma data importante.
É no meu caso não me considero de toda desesperada, porem estou numa expectativa bem básica por uma decisão por parte daquele que vem ocupando os meus pensamentos há quase 20 dias. Tudo é muito recente, mas aqui entre nós, tinha uns dois anos que eu não encontrava alguém com tantas afinidades. Agora apesar de tudo não posso ser hipócrita em não fazer uma reflexão em cima dos meus erros do passado e também do que aprendo com outros relacionamentos afinal, a gente só consegue dar a uma pessoa aquilo que se tem.

O que os meus relacionamentos anteriores me ensinaram:
1- Que antes de qualquer pessoa, a minha vida é mais importante;
2- Que ligar 20 vezes ao dia afasta;
3- Que minha TPM pode ser a causa de uma briga boba;
4- Que se for pra namorar só por status é melhor ficar só;
5- Que tenho que aprender a controlar meu ciúmes;
6- Que família, no inicio da relação, atrapalha mais do que ajuda;
7- Que jamais devo desmarcar compromissos sociais em prol do namorado – meus amigos apareceram primeiro;
8- Que a minha ansiedade pode por tudo a perder;
9- Que não sou mulher de migalhas;
10- Que no fim de semana um cinema pode ser o melhor programa;
11- Que a saudade às vezes se faz necessária;
12- E que jamais devo deixar me menosprezarem, pois eu sou a pessoa mais importante que existe.

Terminada a reflexão, peço então a Santo Antonio para que entre no coração do meu escolhido e faça com que o mesmo sinta o quanto sou dele e para ele, e para quem está buscando um amor, nunca desistirem dessa busca, pois como já dizia a música: ´´ É impossível ser feliz sozinho. ´´

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Entre tapas e tapas e quem sabe algum beijo.

Vou revelar um segredo
Que começa nos olhos
E acaba num beijo
Quem tem a faca e o queijo
Numa relação
É sempre aquele
Que pelo vestido sobe a mão
A mulher finge que escolhe
Mas na verdade é a escolhida
Hoje objeto de desejo
Amanhã não mais a preterida
E aí a esperança vira ferida doida
Como tatuagem ou carne viva
A lagrima cai, a dor se arrasta
A solidão se alastra de um jeito
Que o paraíso ficou imperfeito
Mas até que do nada surge
Aquele que te ilude
Aquele que te apresenta a total diferença
Vinda dum sorriso perfeito
Parece que num tem defeito
Mas na verdade tem.
Derrama outra lagrima
Afoga a derrota na cama
Diz pra todos: Ninguém me ama
De tudo reclama, com tudo faz drama
E no meio da chama volta a sorrir contente
Entre tapas e tapas crer que nada será diferente
Porem no meio do turbilhão
Um único beijo o deixa crente.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Carta para meu afilhado.



Hoje você me emocionou. Na verdade já tem um tempo que venho observando o seu crescimento e o mesmo, ao poucos, vem me tocando suavemente. Olhando as suas fotos vi o quanto está grande. É o meu bebe está um homenzinho formado e pelo que sei, cheio de personalidade.
Uma das fotos que mais me chamou a atenção foi a sua bebendo refrigerante. É, acho que não vai lembrar, mas seu primeiro guaraná fui eu que te dei, assim como com você dormindo em meus braços eu pude sentir essa maravilha que é ser mãe.
Oi madrinha. Desse jeito simples e doce tu me chamaste e aí veio o peso da palavra: MADRINHA. Mãe consagrada em Nossa Senhora. Palavra forte, sinônimo de mãe e aí me pergunto: será que eu, nas mazelas da vida, conseguirei cuidar de ti? Eu, que não tenho emprego, nem diploma nem nada, conseguiremos te dar algum exemplo, te passar algum ensinamento nessa vida? Tenho medo de falhar mais ainda nessa minha missão porem espero que Jamais me culpe por essa distancia. Não sou quem quis assim.
Como cresceu. Nem parece o meu garotinho que com todo amor carreguei no colo. Acho que mal consigo te segurar. E como falas hein? Verdadeiramente meu afilhado. Uma fala enrolada, atropelada, bem típica da idade, mas que já consegue se comunicar com o mundo perfeitamente e pode falar meu garoto. Prometo tentar desvendar suas palavras.
E então, o que acha de nos fazermos um trato? Espera eu começar a ganhar a dinheiro, a trabalhar para você poder crescer, pois agora infelizmente eu não posso te dar nada além do que tudo que está no meu coração, mas pra mim isso é pouco, não me basta. Quero ter como ir ao seu encontro, te segurar no colo, rolar no tapete da sala, te fazer cafuné e aprender contigo a doçura de ser criança outra vez.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Diga algo sobre o amor.....



Diga algo sobre o amor...
Um amor clandestino
Cantado e falado
Perdido e achado
Maluco, sem noção
Que te dá vários sins
Mas que te diga um não
Um amor no calor do momento
Com palavras ditas ao vento.
Diga com palavras doces
Sem a rispidez do dia a dia
Diga eu te amo como se fosse bom dia
E não diga a um amor
Diga a quem sem ama, a quem te acompanha
A quem te estende a mão
E depois de dizer tudo o que pensa
Jogue a sorte na mesa, desligue-se da ansiedade
Da vontade de ganhar um beijo
O premio dentro da alma prevalecerá
E assim se permita ir mas não fique a esperar.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

MEU NIVER.



Meu aniversario foi nessa semana e aí, como forma de me presentear resolvi fazer a releitura de uma musica do Legião Urbana - 29.
Então, parabéns pra mim.

Perdi vinte em vinte e três amores
Por conta do ciúmes em minhas mãos
Me aventurei morrendo vinte e três vezes
Estou aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais.

Passei vinte e três dias num congresso
E vinte e três dias na confusão
E aos vinte e três com o retorno de um Sorriso
Decidi começar a viver.

Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.

E vinte e três anjos me saudaram
E tive vinte e três amores outra vez.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Felicidades Bom Amigo.



A distância pode separar duas mãos que se tocam, mas não duas almas amigas que se encontram.

Viveria uma eternidade para poder ter o prazer de novamente tomar um porre ao seu lado.

A vida pode ser curta porem, as descobertas que fazemos nela as torna imensa.

Trocaria minha veia poética pela tua magnitude em leva e viver a vida. Sem sombra de duvidas jogaria para o alto todos os meus textos se a mim fosse dada a tua sensibilidade.

E por fim: ...´´ Agüentaria não sem dor se morressem todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos. ´´

Felicidades nesse dia e nos outros que ainda estão por vir e parabéns por enfim ter realizado o seu maior sonho.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

50 anos de Brasília.


É né...... mas será que temos mesmo o que comemorar? Vai saber.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Segredos de Liquidificador.




´´ De todas as mulheres que eu tive, nenhuma fez a metade do que você fez. ´´
Comecei a semana ouvindo essa frase de um antigo rolo que tive. Nossa, minha estima inflou e vamos ser francas? Que mulher não gostaria de ouvir isso, ainda mais de alguém especial?

Na época em que ficamos, nem de longe eu era essa mulher que sou hoje. Beleza estou com o corpo maravilhoso porem, não é só isso. De dois anos pra cá me lasquei tanto que, a duras penas amadureci no aspecto geral e então posso-me considerar outra.

A conversa veio tomada por um mix de saudades, carinho, vontade em saber como está e claro, minha fase nostálgica que costuma anteceder meus aniversários. E aí, papo vai, papo vem, acabei recebendo uma boa proposta – de ir aliviar minhas tensões lá pras bandas de uma cidade fria em pleno Rio de Janeiro. Aposto que as minhas amigas vão dizer que já comecei a arrumar as malas. Pela primeira vez elas se enganarão feio. Vontade não me falta. Dinheiro eu dou um jeito. O xis da questão entra então em outro ponto, o de não ter superado completamente as magoas do passado.

Se entregar a qualquer aventura é muito bom, mas a entrega só é legal quando se tem o mesmo da outra parte. Não estou afirmando que esse ex rolo é infantil. Não mesmo, mas minha cabeça ainda não está cem por cento pronta para encarar uma velha – nova experiência assim, em tão pouco tempo, tendo em vista que a ultima que vez que arrumei as malas para esse sentido tem exatamente seis meses.

Relacionamento a distancia não dá certo e pra mim, um mais um dá sempre dois, não tem como ser um. Explicando bem – o que adianta se deslocar por horas a fio, ser dois durante alguns dias e voltar pra sua cidade só e nem vem, sei diferenciar amor de sexo perfeitamente (até porque se fosse pelo lado sexual já estaria lá). O lance então é saber que se eu cair em tentação e acabar pegando um avião é ter em mente sã e aberta que dali não passa.

O fato é o autor da frase citada foi não, é um cara que sempre, sempre mesmo vai ter um gostinho de quero mais. Nossa sintonia é perfeita, a química é um show e lógico, ele sabe o que dizer e como fazer muito bem. Só de nos olharmos sabemos o que outro deseja e ele sabe que apesar de ser meio insana, não seria louca de realizar suas vontades porem, ele também sabe que caso a gente se encontre, eu serei capaz de realizar todas as suas.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quando nem resfriado chega junto.



Você está numa fase ótima, àquela fase digna, com a qual sonhava há muito tempo. Na ultima virada do ano a sua maior promessa foi de reduzir os ponteiros na balança, ou seja, fechar a boca, deixar o chocolate e a cerveja de lado e claro, se matricular na academia.

Pois bem, além da academia, procurou uma nutricionista, uma endocrinologista, uma massagista e um terapeuta holístico. Acordava as 6 da madrugada cheia de disposição para malhar. Você, logo você que sonhava em ser uma tartaruga para poder andar devagar e viver duzentos anos indo suar a camisa numa esteira. É quem te viu e quem te vê. E a massagem? Delicia hein? Não se a sensação de ser uma massa de pão aumentasse cada vez que as mãos, pesadas, da massagista tocassem seu corpo. Ainda não está bom? Ok, o almoço de domingo foi substituído pelas idas ao verdurao mais próximo. Aí, depois de todo sacrifício, os ponteiros da balança começam enfim a despencar e seu corpo adquiriu formas satisfatórias, ao contrario do que estava antes – um botijão vestido com batas largas.

Segunda parte- Uma amiga pede emprestado para outra amiga um livro desses de alto ajuda que no fim, só alto ajudam o escritor e que você se recusa a ler porem, de tanto comentarem, sem querer absorve algumas dicas para se tornar uma Bond Girl. É esta no ponto certo para conhecer alguém interessante, só que não aparece ninguém, nem desinteressante e nessa hora vem à pergunta fatídica: Porque, depois de tantas mudanças eu ainda continuo só? Vai saber.

Quando o desespero, a insanidade mental começa a bater você abre a sua caixa de fotos ou o seu álbum mais antigo no Orkut e se depara com uma imagem sua bem redonda, a cara inchada, cheia de espinhas, mas com um baita sorriso. Em outra, você, com um vestido preto que não disfarçava a pneulandia está abraçada a um gatinho lindo que agarrou numa balada e na outra – essa é a mais triste, aquela blusa branca que encantou seu ex. É, nem era tão gorda assim. Ok era enorme, mas pelo menos ainda conseguia algum gatinho para passar o tempo e hoje é o tempo que passa e tu sozinha. No coments.

Apesar de termos fases boas nenhuma será perfeita e completa. Se tem dinheiro, suas amigas estão duras. Se está estudando, as melhores festas estão acontecendo. Se está gata, gostosa, no mínimo está solteira. No fundo, o que vale é se divertir, sair com os amigos, farrear, falar besteira e esperar que alguém, sei lá quem apareça para poder alegrar um pouco mais os dias.

domingo, 28 de março de 2010

A ficha caiu.




É a semana terminou. Muito bom, até porque, depois de quase cinco meses estudando sozinha, voltar a fazer cursinho não é algo muito fácil. Porem, não é sobre a minha semana que quero conversar. O papo hoje tem outro sentido e sabor – o da aprendizagem.

A minha ficha caiu. Na verdade, despencou do quarto andar e não foi necessário fazer muito. Sabe como é, mudança de postura. Sempre ouvi as pessoas próximas a mim desfilarem ladainhas nos meus ouvidos e, se estou dizendo isso, é porque coisas boas não foram. Querem um exemplo? Ouvi durante meses que eu estava cheinha. Legal e..... Bem, só fui fechar a boca quando eu realmente me olhei no espelho e percebi que no lugar do meu corpo havia uma bola. Nesse meio tempo, também descobri a diferença entre você e ouvir e escutar. Antes eu só ouvia e hoje, escuto.

Escutar é aprender ao mesmo tempo em que se ouve. Ouvir é literalmente entrar no canal auditivo. Não acrescenta muita coisa. A não ser claro, mais palavras ínfimas que perturbam a cabeça. Escutar requer atenção, tempo e disposição. É uma troca de informações e aí, depois de tanto escutar, parei para poder refletir e chegar a algumas conclusões.

Meus impulsos me dominavam, me faziam perder a razão. Se eu tinha que xingar, xingava gritar, gritava espernear por qualquer coisa, esperneava porem, o mundo começou a me virar as costas e ele viver sem mim é fácil, mas eu não vivo sem ele. Tive que então me adaptar.

A palavra empatia – você saber se colocar no lugar do outro entrou de mansinho no rol do meu Aurélio. Se fazer de vitima é fácil, mas se colocar no lugar do outro e entender o porquê do outro ser diferente, é complexo. Ultimamente tenho tentado entender o mundo ao meu redor e também tentado compreender algumas atitudes dos que por ventura me fazem mal. Só em relação ao amor é que continuo atrapalhada. Mas bem, posso errar um pouco né?

Por mais que eu esteja aprendendo e que a minha ficha tenha caído, o meu eu ainda é o mesmo. Sou sim, pavio curto, grossa, não gosto de dar satisfações sobre as minhas coisas, detesto quando entram no meu quarto na hora do sono, sou compulsiva por chocolate e carinho não é o meu forte como também odeio, simplesmente odeio ser interrompida quando estou escrevendo. Defeitos. Uns bons e outros nem tanto. Quem gostar de mim vai aceitar. Quem não feche a porta e se retire. Ninguém tem a obrigação de me aturar, mas eu tenho sim, obrigação de tolerar o mundo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Você me vira a cabeça.




Você me vira a cabeça
Me tira do sério
Destroi os planos que um dia eu fiz pra mim
Me faz pensar porque que a vida é assim
Eu sempre vou e volto pros teus braços
Você não me quer de verdade
No fundo eu sou tua vaidade
Eu vivo seguindo teus passos
Eu sempre estou presa em teus laços
É só você chamar
Que eu vou
Por que você não vai embora de vez
Por que não me liberta dessa paixão
Por quê?
Por que você não diz que não me quer mais
Por que não deixa livre o meu coração

Mas tem que me prender
Tem que seduzir
Só pra me deixar louca por você
Só pra ter alguem que vive sempre ao seu dispor
Por um segundo de amor